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Psicologia

A Intervenção Psicológica Na Casa de Apoio-AURA

 

O câncer, de modo geral, e particularmente, o infantil, por suas características, demanda vários saberes e várias práticas, dentre as quais a psicológica é indiscutível para construir uma assistência adequada e humanizada às crianças com esse diagnóstico.

Neste contexto, psicologia emerge com o intuito de oferecer formas terapêuticas que possam melhorar a qualidade de vida da criança enferma, minimizar o sofrimento da família e dar suporte à equipe multidisciplinar.

O trabalho do psicólogo junto às crianças com neoplasia maligna visa possíveis soluções para os problemas psicológicos observados durante o processo de adoecimento, tratamento, reabilitação e óbito.

A criança com câncer, por estar sujeita a questões muito delicadas como a agressividade terapêutica, a dificuldade de cura e a proximidade da morte, necessita que o atendimento psicológico aconteça dentro da necessidade específica de cada uma.

Deste modo, tenta-se resgatar a autoestima da criança, possibilitar uma melhor compreensão das possibilidades de tratamento e recuperação e favorecer a adaptação à nova realidade de vida.

Com relação à hospitalização, deve-se ressaltar que a criança se vê num ambiente frio, impessoal e ameaçador. Seu ritmo de vida apresenta-se interrompido com repercussões, comprometimentos e mudanças afetivas e sociais significativas nas quais, mesmo sob um clima de medo e expectativa, a criança precisará reagir e contribuir para o sucesso do tratamento.

Para alcançar essas metas o psicólogo precisará ter capacitação profissional, ecletismo das técnicas aprendidas, ética profissional, intuição, sensibilidade, criatividade e persistência.

Cabe ainda ressaltar que o atendimento psicológico prestado a essas crianças apresenta-se diferenciado, pois, inclui o brincar como instrumento efetivador da prática psicológica infantil.

O uso de atividades lúdicas programadas permite à criança doente instituir o novo, elaborar vivências traumáticas e expressar sentimentos. Desta forma, o brincar é utilizado como instrumento terapêutico que contribui para favorecer o bem-estar físico, emocional, cognitivo, social e psíquico da criança cronicamente enferma.

Deve-se ressaltar ainda que o instrumento lúdico favorece a equipe de saúde compreender os processos psicodinâmicos da criança nas diferentes etapas de evolução da doença, bem como as mudanças nas suas relações interpessoais.

No entanto, retomar o equilíbrio psíquico, fortalecendo o lado saudável da criança adormecido pelo processo da doença, hospitalização e tratamento e ajudá-la a enfrentar a realidade e às vezes a própria morte ao invés de negá-la são os objetivos do atendimento psicológico à criança com o diagnóstico de uma doença crônica.

Patrícia de Paula Santos – Psicóloga

 

Atividades Lúdicas e a Criança com Câncer

 

Entende-se por atividades lúdicas brincadeiras livres ou dirigidas, capazes de proporcionar prazer ou bem-estar, além de desenvolver diversas áreas do conhecimento, aprimorar habilidades e assimilar valores. Assim sendo o ato de brincar é uma necessidade da criança em todas as fases de seu desenvolvimento tornando-se essencial à saúde.
No entanto, a vivência do câncer nesta fase implica em limitações físicas, emocionais, sociais e principalmente, ao ato de brincar que para a criança representa a sua principal atividade.
Apesar da doença que a acomete, a criança não deixa de ser criança e a atividade lúdica emerge neste contexto como sendo uma ferramenta indispensável à sua qualidade de vida.
Considerando os aspectos ressaltados, os jogos e brincadeiras permitem ainda, à criança com câncer, assimilar a nova realidade e a elaborar vivências traumáticas sofridas com o processo de adoecimento.

Patrícia de Paula Santos – Psicóloga